Meu quintal...

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Trabalhar é bom!

Sempre trabalhei sem contar o tempo que faltava para a aposentadoria. E ela chegou rápido demais! Por quê? Por ter 34 anos de contribuição à previdência e para não perder algumas vantagens com a possível mudança no Plano de Carreira do Magistério Público no Rio Grande do Sul. Em 2009 e 2011, portanto, de dois em dois anos, durante dois meses, faço um trabalho remunerado na coordenação da Prova Brasil, o que me enche de entusiamo. Não sei se a referida avaliação traz reais avanços na educação brasileira, mas a intenção é esta. Muitos querem saber como arrumei este "bico" e a resposta está na ponta da língua: os que gostam de trabalhar sempre arranjam o que fazer!
Sim, trabalhar pode ser bom! Quanto à valorização do trabalho, aí é outra conversa!
Fica a dica: o trabalho pode não ser o  sonhado, mas procure evitar fazer do seu dia-a-dia um inferno!
E aqui vai meu repúdio ao trabalho escravo.

Sugestão de leitura: Leonardo Sakamoto http://blogdosakamoto.uol.com.br/2011/07/29/nova-lista-suja-do-trabalho-escravo-possui-251-empregadores/

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Dia de Finados

Hoje o dia está igual aos Dias de Finados na minha infância: céu azul, sol brilhante e um ventinho característico da época. Guardo na lembrança a festa que era este feriado, quando vinham os parentes de longe e nos reuníamos no cemitério. Os adultos conversavam sobre sabe-se lá o que. Sobre os mortos? Sobre os vivos? Só sei que as crianças, alheias aos assuntos de gente grande e ao sentido da morte, corriam por entre os túmulos (os pequenos que supúnhamos ser de crianças) abandonados pelos vivos e os que também já morreram, trazendo flores colhidas à beira da estrada para enfeitá-los. Flores amarelas com forte odor, que levávamos conosco na volta prá casa, o que era motivo de reclamação dos adultos, mas para nós era cheiro de dever cumprido. Ao meio-dia tínhamos o almoço em família, que lá pelas tantas surgia uma discussão, afinal. eram 11 irmãos, com cunhados e filhos!
E como dizem que recordar é viver, eu vivo o Dia dos Mortos!

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Sexta-feira

A cada sexta-feira cresce em nós a esperança de que o sábado seja especial: reunião com os amigos, compras para almoço de domingo com a família ou simplesmente poder dormir até tarde. Nem sempre os amigos aparecem (entre amigos as ausências são compreendidas), os momentos com a família podem se transformar em bate-boca, pois o convívio diário com aqueles que mais amamos não é fácil. Gosto do jeito com que Martha Medeiros aborda isto, "em família podemos dizer tudo o que pensamos, pois ela não vai nos tirar do elenco". As compras podem se transformar em um exercício de paciência, o sono desejado pode ser interrompido pelo vizinho que resolveu ouvir música em volume absurdo.
Não importa. A expectativa renovada gera um sentimento de euforia que toma conta de mim (de nós?)!

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Nova grife no mercado!

A criadora da BUCHHOLZ, uma jovem de 28 anos, com bom gosto, garra e criatividade, lança sua grife em loja virtual. Acompanhei alguns passos deste seu empreendimento corajoso. Sim, perseguir um sonho dá trabalho! Mas só conseguem aqueles que persistem!
Façam uma visita no site: http://www.buchholz.com.br e, se gostarem, divulguem!


domingo, 9 de outubro de 2011

Lembrança Escolar

Hoje tirei o dia para remexer nos álbuns de fotos para relembrar momentos da minha história. E ao encontrar esta foto (eu era lindinha) de guarda-pó e laço, com penteado caprichado, resolvi postar no Facebook fotos de meus alunos para homenageá-los pelo Dia da Criança. Foi um domingo especial, pois recebi vários comentários da garotada (já adulta) feliz por se ver, por rever colegas e, com isto, me encheram de alegria.
Eu sempre digo que é possível ver Deus no olhar de uma criança. Tantos olhares infantis fizeram parte da minha história! E eles alimentaram a minha alma, com sua pureza, sua curiosidade e sua vontade aprender.
A "adultez" é uma coisa chata e se não mantivermos a criança que fomos em algum lugar do nosso coração, será também triste.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

E se hoje for meu último dia...


Eu vivo desde O Patinho Feio, primeiro livro que me encantou, até Toy Story, uma nova visão sobre os desenhos/histórias infantis, criação da empresa de Steve Jobs no intervalo Apple.

Se no Patinho Feio chorei a discriminação, no Toy Story eu chorei o resgate do ato de amar e cuidar entre as crianças! "Gente grande", como Steve Jobs não passa pela vida somente, vivem e ensinam a viver:
"Lembrar que estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que já encontrei para me ajudar a tomar grandes decisões. Porque quase tudo - expectativas externas, orgulho, medo de passar vergonha ou falhar - caem diante da morte, deixando apenas o que é importante. Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira que eu conheço para evitar a armadilha de pensar que você tem algo a perder. Você já está nu. Não há razão para não seguir seu coração."

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Amanheceres...

Quando saio para o quintal da minha casa pela manhã e sinto o cheiro do mato e das flores de laranjeira, ouço pássaros, em especial o que diz bem-te-vi, que me faz sorrir com nossa cumplicidade...respiro fundo e começo meu dia.
Então leio Osvino Toillier no jornal NH, 22/09/2011, "A magia do amanhecer" do qual transcrevo um trecho:
"O início do dia carrega em si profunda paz, e a vida renasce da letargia noturna sem pressa, emoldurada pelos diferentes matizes de luz e silêncio, quando são brindados pelo espetáculo dos pássaros canoros, que se exibem com a variedade de sua cantoria.
Na mágica passagem da noite para o dia, quando a luz vence a escuridão, e os primeiros raios consagram o amanhecer, estou em contato com a natureza, caminhando, envolvido pelo universo mágico de um novo dia. É para mim um tempo precioso, de encantamento, de profunda paz, em que as inquietações ainda estão adormecidas, e me deixo invadir pelas energias positivas, sem ódio nem rancores, para que o dia possa ser repleto de benquerença e amores."
E sorrio novamente, pois não estou só nas minhas manhãs mágicas.